Sustentabilidade

Embarcadores e ESG: Por que rodar so a diesel fara voce perder contratos

Por Hugo Medeiros FerreiraFev 2026Leitura de 4 min

As maiores industrias brasileiras estao incluindo clausulas de Escopo 3 em seus contratos de transporte. Para quem nao esta familiarizado: Escopo 3 sao as emissoes indiretas que a empresa nao controla diretamente, mas que ocorrem na sua cadeia de valor — incluindo o frete.

Traduzindo: se voce transporta para uma multinacional e sua frota so roda diesel, a pergunta nao e “se” voce vai perder o contrato, mas “quando”.

O mecanismo da pressao ESG

Grandes embarcadores como Ambev, Unilever e Vale ja publicam relatorios de emissoes que incluem o transporte. Quando o embarcador precisa reduzir sua pegada total, o primeiro lugar que ele olha e o frete — porque e onde esta o maior volume de CO2 que ele nao controla.

A consequencia pratica: transportadoras que oferecem alternativas de baixa emissao (GNL, GNC, eletrico) ganham preferencia em licitacoes e renovacoes de contrato. As que nao oferecem ficam na fila da substituicao.

Gas natural como escudo competitivo

A conversao para GNL/GNC reduz as emissoes de CO2 em ate 20% comparado ao diesel. Isso nao e marketing — e quimica. O metano (CH4) tem uma relacao carbono-hidrogenio mais favoravel que o diesel.

Para o embarcador, isso significa que ele pode reportar uma reducao real no Escopo 3 sem mudar nada na propria operacao. Para a transportadora, significa um diferencial que justifica inclusive um frete ligeiramente maior.

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